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Release
No Rio de Janeiro, durante a ditadura militar, um tumulto numa universadade dá margens a uma situação muito comum no Brasil.
Octavio Aragão capta a essência do disco e transporta para o Brasil essa sua realidade.
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Sobre o autor
Octavio Aragão, quarenta e três anos, é carioca, filho de militar e, talvez por causa disso, sofre profunda aversão por qualquer tipo de
autoritarismo.
Designer gráfico por profissão e professor universitário por gosto, foi coordenador de arte de O Globo, subeditor de arte de O Dia e editor de arte das revistas de informática da Ediouro até 2001, quando resolveu virar acadêmico.
É doutor em artes visuais pela Escola de Belas Artes - UFRJ - e professor adjunto de desenho industrial, na UFES, em Vitória, Espírito Santo.
Desde 1998, tem publicado histórias de ficção científica, horror e fantasia em diversas antologias, além de ter capitaneado o Projeto
Intempol, que gerou contos e HQs. Em 2006, lançou pela editora Mercuryo o romance A mão que cria, uma ficção alternativa na qual Júlio Verne tornou-se presidente da França e mudou a face do mundo.
Entre Vitória e o Rio, Octavio vive com a mulher Luciana e o filho Pedro, de quatro anos.
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Três perguntas para o autor:
Porque escolheu este disco?
Trata-se de um dos meus 10 mais de toda a vida.
Para a Mojo Books tinha de ser um disco especial e uma homenagem às minhas bandas preferidas, Rush ou Who. Logo, minha regra particular foi "tenho de escolher um daqueles que eu saiba cantar inteiro, de trás para frente". Do Rush são vários, mas como o primeiro que ouvi foi o Caress of steel, seria ele, mas no caso do Who, o único que canto todinho, de cabo a rabo, é
Quadrophenia. Cada canção, de vez em quando, me assombra nas horas mais inusitadas, no ônibus, no banho, no almoço, no trabalho... "Can you see the real me, can you?"
É sempre bom recordar que, de 82 a 89, fui vocalista de uma banda de rock. Isso sempre deixa seqüelas...
Como foi o processo de transformar música em literatura?
Fácil. Quadrophenia é uma história sobre gangues e jovens desajustados. Eu sempre me senti assim, apesar de todo mundo que me conheceu na época discordar (acho que isso fala um pouco a meu respeito, né?). Foi só pegar algumas imagens das letras, como a lambreta e os cabelos, alguns personagens, como o Bell Boy ou o Godfather, juntar um conflito físico muito parecido com o
qual eu mesmo passei na faculdade e pronto! Claro que tive a manha de criar uma realidade alternativa para dar um certo "sense of wonder", mas que tivese a ver com a época. Nada como a agora esquecida Guerra das Malvinas.
Com qual canção do álbum você diria para o iniciar seu conto?
Sempre a primeira. Real Me, sem dúvida. Mas outras são muito importantes para entrar no clima, como "The Punk Meets the Godfather", "Cut My Hair", "5:15", e, obviamente, "Bell Boy".
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Comentários
| Fábio
| 12/02/2008 - 10:16:52
| | http://www.verbeat.org/blogs/posestranho/ | |
| Octavio é o homem! Tudo o que ele escreve é bem escrito, bem sacado, e cheio de referências de todos os tipos (e todas nos lugares certos, nada é por acaso). Estou louco pra ler!
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| Alexandre Soares
| 15/02/2008 - 21:26:57
| Muito bom, bem escrito e com um tom agressivo muito bem colocado. Foi bom ter focado mais nos personagens aqui.
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| Octavio Aragão
| 24/02/2008 - 23:58:04
| Fábio, Alexandre e Lupo, muito obrigado pelas palavras.
QUADROPHENIA foi um projeto que adorei fazer. E que deu outras idéias para o futuro.
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| Octavio Aragão
| 26/02/2008 - 14:34:06
| | http://www.intemblog.blogspot.com | |
| Oi, Lílian!
Claro que recordo, guria.
Como vai a vida? Tudo tranquilo?
É bom v(l)er a seu respeito, mas este aqui não é meu site, apenas o local para dar um download no livro QUADROPHENIA, que escrevi para a MojoBooks.
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