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Release
Nem todas as histórias de amor são felizes. Algumas delas escondem pequenos segredos sujos que podem mudar completamente de foco quando o acaso entra em cena.
José Franco Jr. explora a tensão de um dos álbuns seminais do novo rock brasileiro, criado pela banda Violins.
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Sobre o autor
José Franco Jr. é estudante do último semestre de Comunicação Social (Radialismo – Rádio e TV) pela Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, também é locutor formado pela escola técnica Radioficina, vídeo designer formado pelo SENAC e estudante de língua inglesa. Mora em São Paulo, SP, e é ateu, aquariano (se é que você dá atenção para isso), bebe Coca-cola com cubos de gelo em números impares, escreve para o site de cultura pop Poppycorn (poppycorn.com.br ) e o blog Disparos do Front (disparosdofront.blogspot.com ), tem como trilha sonora em seu toca-mp3 jazz, rock, blues, mpb, eletrônica.
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Três perguntas para o autor:
Por que você escolheu esse disco?
O Grandes Infiéis é um dos discos mais vicerais que o rock nacional viu ganhar a luz nos últimos anos e de certa forma ele toca em assuntos/temas que nos deixam desconfortáveis quando da sua audição. O disco é ofensiva se sobrepondo a ofensiva e tratando de temas delicados, para que tudo isso venha culminar em mostrar que nossos sentimentos - desde os mais puros até os mais mesquinhos e baixos - nos traem. Mas não apenas eles (os sentimentos), mas também amigos e companheiros de relacionamentos. Por isso, achei interessante transformar isso em história, tentativa de literatura.
Como foi o processo de transformar música em literatura?
Na canção "Matusalém", Beto Cupertino canta "eu sempre quis/ abrir a porta como se ouve um disco/ é toda uma estrada pra descobrir." E o Grandes Infiéis nos dá várias possibilidades para contar histórias e descobrir, mas era necessário trilhar uma que de certa forma encaixasse alguns dos sentimentos citados nas canções ou nas frestas destas. Assim, a idéia foi seguir a forma clássica de contar histórias, mas sempre dando maior destaque para que tudo pudesse ter conclusão na canção "Atriz" que considero a grande canção do disco e da banda.
Com qual canção do álbum você diria para o leitor iniciar seu conto?
Não vejo problemas se o leitor preferir seguir a ordem natural das faixas, tanto porque "Hans" é uma faixa sintomática para o que segue tanto no CD quanto no conto. "Glória" também é uma grande escolha, mas o que eu gostaria de indicar é que na parte final do conto, "Ato 3 - Ato Final", o leitor programasse o aparelho de som/mp3-player para acionar o play na faixa 4 ("Atriz") e depois pular para a última ("Ok Ok"). Dessa forma os acontecimentos no conto teriam trilha sonora ideal.
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