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Release
Era pra ser mais um Natal pesado para a família de aventureiros mais famosa do mundo, os Barry. O primogênito Danny, a grande tacada da família, já não estava entre eles há cinco anos. Mas como a magia do Natal abraça a todos, esta ceia pode ser bem diferente. Quando um velho amigo aparece com um souvenir esquisito, o que pode ser o melhor presente para alguns torna-se o pior pesadelo para outros.
O mergulhador e pesquisador inglês George Farwell conta uma história ambígua, cheia de referências pessoais e elementos do disco. Fatos reais que sozinhos não dariam uma boa história funcionam bem quando misturados com um pouco de música e imaginação. Um autêntico MOJO Book.
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Sobre o autor
George Farwell, 35, é natural de Hastings, cursou História em Oxford e virou mergulhador profissional na França, testando equipamentos de segurança para a CMAS. Sua maior aventura até hoje foi uma viagem de dois anos cruzando a Europa, Ásia e Índia, fazendo um levantamento de cavernas de água doce inundadas. Morou em São Paulo de 1998 a 2002, mergulhando com o Núcleo de Estudos da USP por todo o litoral brasileiro.
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Três perguntas para o autor:
- Por que você escolheu esse disco?
Foi um livro encomendado pelo Giassetti e pelo Danilo. Uma vez, anos atrás, contei essa história pro Gia sobre uma viagem que fiz para a CMAS, a uma ilha do Ártico. Não foi nada demais, a equipe só estava aproveitando uma expedição de um canal de tv para testar uma válvula de segurança em baixas temperaturas. E aí um dos caras jurou que tinha visto um macaco no meio da neve - impossível. Bom, claro que não tinha macaco nenhum, mas no dia seguinte o cara sumiu e voltou horas depois dizendo que não lembrava de nada. Aí os MOJERs lembraram disso e me convenceram que eu podia escrever um conto. Se a história não ficou boa, a culpa é da tradução deles.
- Como foi o processo de transformar música em literatura?
Foi muito mais fácil do que eu imaginava. Adoro os garotos do Arctic Monkeys e escrevi quase tudo em dois dias que fiquei preso em casa com resfriado. Aí coloquei um monte de gente que eu conheço e outras coisas que sempre sonhei fazer e nunca fiz. Eu sempre quis ser um Vernon Mayer ou um Sid Barry.
- Com qual canção do álbum você falaria para o leitor iniciar seu conto?
Não sei exatamente. "This house is a circus" pode ser uma boa, ou "The Bad Thing". O importante mesmo é ficar longe dos verdadeiros macacos do Ártico. Boa leitura, bom show e espero que gostem da história e do humor negro deste inglês maluco.
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