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O FABULOSO DESTINO DO CINEMA FRANCÊS
Por Danilo Corci
25/06/2003
Antes de começar a ler esta resenha/crítica tenha em mente uma única coisa: o filme é muito bom. Obviamente, não chega a ser um grande clássico da Sétima Arte mas vale o ingresso. De qual filme estou falando? "O Fabuloso Destino de Amélie" ("Le Fabuleux Destin d''Amélie Poulain, 2001), do francês Jean-Pierre Jeunet. Diretor de fitas como "Alien - A Ressureição" ("Alien: Resurrection", 1997) e "Delicatessen" ("Delicatessen", 1991), Jeunet usa o seu gigantesco poder de criar imagens para criar uma fábula leve e engraçada.
A jovem Amélie Poulan (Flora Guiet) tem uma infância digna de uma ficção nonsense. O pai acha que ela é doente e portanto ela não frequenta a escola, sendo ensinada pela mãe, que num evento digno da Lei de Murphy, acaba por morrer. Um salto no tempo e no espaço, e Amélie (agora na pele de Audrey Tautou) se tornou uma vinte e poucos anos disposta a resolver a vida de todo mundo.
No mais legítimo complexo de Poliana, a garota faz de tudo um pouco para ajudar as pessoas que conhece. Banca o cupido, consola um amigo que sofre de doença rara, alimenta a neurose da síndica do prédio onde mora, ajudar o seu pai solitário, etc. Só não arruma tempo para encarar a sua vida de frente, isto inclui a sua paixão pelo esquisitão Nino Quincampoix (Mathieu Kassovitz). E este seu desprendimento, que é o cerne da história, muitas vezes deixa a desejar por cair em um emaranhado de lugares comuns. E é aí que o diretor patina.
Claro, ele deixa bem claro que tudo se trata de sonhos, ou seja, aquela velha lenga lenga que o mundo contemporâneo esquece de que a vida não pode ser somente realidade. O elemento onírico é essencial e Jeunet, mago das imagens, sabe fazer isto muito bem. Porém, a quantidade elevada de situações clichês não deixa de ser irritante.
Mas como citei no início, o filme é bom. Até mesmo na fita, Amélie faz uma alusão ao cinema e às caras dos espectadores ao verem cenas de filme. E muito provavelmente quem assistir à película, sairá exatamente com a mesma cara apresentada no filme. Feliz, satisfeito, um pouco abobalhado e com os sentidos anestesiados. Mas, ufa, sempre terá alguém que pensará que acabou de cair no maior conto do vigário...
| ANGEL
| 09/07/2005 - 11:54:03
| vOCÊ É UM CHATO !!!
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| danilo corci
| 09/07/2005 - 19:57:48
| seu comentário é pertinente para quem gostou do filme, ou seja, feliz abobalhado. Que assim seja.
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| Frederico Matias
| 26/04/2006 - 23:35:17
| É isso ae danilo!
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