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A HISTÓRIA DO SIMPLE MINDS - PRIMEIRA PARTE
Por Valdir Antonelli
11/04/2003

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Em 1978 a banda punk Johnny and the Self Abusers foi extinta e seus membros resolveram apostar em outra sonoridade, este foi o embrião do Simple Minds que oficialmente foi criado no mesmo ano de 78 por Jim Kerr, Charlie Burchill nas guitarras, Tony Donald no baixo e Brian McGee na bateria, a eles se juntaram um segundo guitarrista Duncan Barnwell e o tecladista Micheal McNeil. Com esta formação o grupo faz a sua primeira apresentação ao vivo, abrindo para a banda de reggae Steel Pulse em dois shows no Glasgow´s Satellite Club. Logo depois Donald se desentendeu com o grupo e deixou a banda, para o seu lugar entrou Derek Forbes. Já com o novo baixista o grupo passou o ano tocando em vários cidades da Escócia e abriu a apresentação do Generation X em Edimburgo.

Já no ano seguinte, o grupo começa uma extensa turnê pelo Reino Unido que marcaria as gravações e o lançamento do primeiro disco Life in a Day que foi lançado em abril pelo selo ZOOM - dirigido por Bruce Findley que logo depois se tornou empresário da banda - que contava com distribuição da major Arista, o single escolhido é a faixa titulo que chegou ao posto de número 62 na parada indie britânica. Como o grupo não ficou satisfeito com o produto final de Life in a Day retornam ao estúdio para a gravação de um novo álbum, que acabou sendo lançado no mesmo ano. Real to Real Cacophony, um trabalho totalmente experimental foi um total desastre comercial mas que agradou os críticos ingleses. Com o lançamento de Real to Real... a banda parte para algumas datas nos Estados Unidos e, na volta, para shows em capitais européias onde abrem para nomes como Peter Gabriel e Skids.

Com o fim da nova turnê, entram em estúdio para a gravação do terceiro álbum, Empires and Dance, onde o Simple Minds faz uma mudança de rota, apostando em uma batida mais dançante e menos esquisita. Então em setembro de 80 Empires... é lançado. E a banda agora faz parte do casting da Arista, deixando o meio independente. I Travel, primeiro single do álbum se tornou um verdadeiro hit nos clubes londrinos. Novamente na estrada, a banda volta a tocar pela Europa e Estados Unidos agora promovendo o novo trabalho.

Em 81, insatisfeitos com o trabalho da Arista, o Simple Minds assina com a Virgin por onde lançam Sons and Fascination que saiu em uma versão limitada incluindo Sister Feelings Call que posteriormente foi lançado num disco simples. O Sons and Fascination conseguiu chegar a décima primeira posição nas paradas e The American, Love Song e Sweat in Bullet foram os singles do trabalho, mas que não fizeram tanto sucesso. A banda começa a ganhar um status de cult. No final deste ano nasce o Cocteau Twins que tirou o nome do grupo de uma das primeiras canções do Simple Minds, No Cure, que saiu no primeiro álbum da banda. No final deste ano Brian McGee, já cansado das turnês deixa a banda, para o seu lugar entra o baterista Kenny Hyslop que tocava no Skids. Esta turnê levou a banda pela primeira vez à Austrália.

No inicio de 82 a banda lança a primeira compilação, Celebration, que reúne músicas dos discos já lançados e conta com dois bônus, as versões ao vivo para I Travel e 30 Frames a Second. No segundo semestre sai um novo disco com músicas inéditas, New Gold Dream, que é o primeiro grande sucesso do Simple Minds, o single Promised You a Miracle chega ao número 13 da parada britânica e se transforma em hit em vários países europeus e Austrália, a banda descobre que tem milhares de fãs. Mas novas mudanças de formação acontecem, Hyslop, que havia entrado no começo do ano, deixa o grupo e em seu lugar entra Mike Ogletree que fica até que Mel Gaynor se mostra competente para assumir o posto de baterista, ambos participaram das gravações do New Gold Dream. Além de Promised... as faixas Gilttering Pruze e Someone Somewhere in Summertime - uma das mais populares da banda até hoje - se tornaram singles. Com o sucesso de New Gold Dream e graças a boa reputação alcançada pela banda, o Simple Minds é convidado para participar de alguns grandes festivais pela Europa.

No final de 83 a banda lança o vídeo do primeiro single, Waterfront, do sexto disco do grupo. Sparkle in The Rain sai em fevereiro de 84 e contou com a co-produção de Steve Lillywhite, que na época também trabalhou com o U2 - o que contribuiu para falarem que o Simple Minds seria apenas uma cópia do U2 -, e chegou ao primeiro posto da parada britânica. Antes disso os singles de Waterfront e Speed Your Love To Me já haviam chegado ao top 30 o que contribuiu para o sucesso do álbum. Sparkle in The Rain não é um disco de estúdio, todas as músicas foram gravadas ao vivo, o que deu a cada canção um peso extra, que dificilmente seria alcançado numa gravação normal. Neste ano a banda toca por oito noites consecutivas no London´s Hammersmith Odeon, quebrando o recorde que era de Elton John, e Jim Kerr se casa com a líder dos Pretenders Chrissie Hynde.

Logo no começo de 85 mais uma baixa, Derek Forbes dá lugar ao baixista John Giblin, que vinha da banda de Peter Gabriel. Com o novo baixista a banda toca no Festival Live Aid na Filadélfia. O festival foi produzido por Bob Geldof que disse que o show foi um dos melhores do dia. Pouco depois a banda entra em estúdio para a gravação da música Don´t You (Forget About Me) - escrita por Keith Forsey e Steve Schiff - que entraria na trilha do filme The Brakefast Club ( O Clube dos Cinco). A música é o primeiro grande sucesso do Simple Minds nos Estados Unidos, chegando ao primeiro lugar nas paradas americanas e européias, e deixando a todos na expectativa do novo trabalho.

Once Upon A time veio no embalo do sucesso de Don´t You (Forget About Me), que não faz parte do álbum. Seus quatro singles - Alive and Kicking, Sanctify Yourself, All the Things She Said e Ghostdancing - foram sucesso em todo o mundo, chegando, todos, entre os 10 mais na Inglaterra. A renda com as vendas de Ghostdancing foram doadas para a Anistia Internacional e também foi a primeira música da banda a sair numa nova mídia, o CD. Uma nova turnê é iniciada passando por Europa, Estados Unidos, austrália e também Japão. Com esta turnê e também às apresentações beneficentes para a Anistia Internacional deram à banda a fama de ser um grupo para grandes estádios. Algumas destas apresentações foram gravadas e os shows de Sydney e Paris renderam o álbum duplo Live in The City Of Light, lançado em 87.



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  Comentários
 Marco Antonio 12/12/2005 - 23:37:36 
Eu adoro Simple Minds e tenho toda a coleção!

 marco antonio albano 19/05/2006 - 07:04:21 
Os caras do Simple Minds tocam demais!

 mariahelenaprovin 02/09/2006 - 17:20:15 
Eu simplesmente amo demais. . .Simple Minds.Eles sao maravilhosos, embalaram meu ultimo romance. . .

 Priscila Masciel 03/11/2006 - 13:21:19 
Ñ acredito que essas musicas ainda fazem a minha cabeça...Demais ainda ñ ouvi coisa melhor!!!!!

 robrigo 06/05/2007 - 20:53:41 
quem vivei esses caras na época da patinação sabe o que é bom

 miguel 28/06/2007 - 08:47:23 
os simple minds são a minha banda de elite. faz parte da minha juventude e do meu grupo de amigos. simple minds forever.

 Paulo Rodrigo 20/02/2008 - 09:25:22 
Indiscutível,uma das melhores bandas de todos os tempos,e feliz de quem pode acompanhar tudo de bom em termos de música que surgiu na década de 80,cresci ouvinto simple minds......massa...muito bom...música de verdade,abraços à todos que apreciam música de verdade..!!!

 VITOR 14/03/2008 - 12:22:21 
Onde consigo trabalhos desses caras? ele são demais...década de 80 foi a melhor...e eles estavam lá.....porém não consigo encontrar musicas deles na net...alguem sabe onde eu encontro?

Vitor

 BERENICE 17/03/2008 - 17:32:48 
VITOR, VEJA O YOU TUBE,VAI TER BOAS SURPRESAS!!!!...

 joao 22/06/2008 - 19:29:38 
forever simples minds

 Leda Verônica 19/12/2008 - 12:39:08 
Simple Minds e transcedental.òtima música como a deles naõ se faz todos os dia , tanto que :Happy 30 Yeras SIMPLE MINDS!

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