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DESTAQUE 2006: RÁDIO GUERRILHA
Por Danilo Corci
15/12/2006
Um jovem não sabe para que lado vai. Hesita entre a direita e a esquerda, move-se desconcertado entre os que querem a guerra e os que não querem matar os amigos. Sem saber o que fazer, pega seu rifle e destrói seus miolos. É neste clima que Radio Guerrilha - Rock e Resistência em Belgrado (Editora Barracuda), de Matthew Collin, conta a intrépida história da rádio sérvia B92, formada por um corajoso grupo de jovens que travou uma batalha de dez anos pela liberdade e manteve viva a voz da dissidência ao regime de Slobodan Milosevic.
Rádio Guerrilha é mais do que um libelo à liberdade, como, numa rápida leitura de contra-capa, poderia parecer. Trata-se de uma história capitaneada por idealistas, que desejavam construir um país tangível, razoável, que desse espaço às vozes dissonantes e onde houvesse opção. Ali, então, a B92 construi através de uma programação com o rock, o tecno e o rap como uma poderosa ferramenta de resisência, em especial contra o chamado turbo folk, estilo musical sérvio que pregava um nacionalismo latente e terrorista.
Fechada, perseguida, com brigas internas, alternâncias e até acusações de financiamento externo para a derrubada de um governo "legitamente" eleito, a B92 penou durante anos nas trincheiras de uma luta que parecia perdida, numa década evaporada das mãos dos jovens sérvios, vistos pelo mundo como carnificinas e loucos, enquanto, na verdade, apenas queriam levar uma vida razoável.
O discurso do jornalista Collin aponta toda a trajetória da emissora, através de depoimentos dos envolvidos e detalhes históricos para criar um interessante paralelo entre o poder revolucionário que a música pode exercer sobre corações e mentes. Ainda que recheado de chavões panfletários diante da confusão que se tornou os Balcãs na época, o autor também é capaz de identificar todos os detalhes da queda do regime Milosevic, creditando, inclusive, à facção estudantil o papel primodial da derrocada.
Opinião, contra-opinião, caos, mockumentary, cinismo transpirando em cada linha. Assim Matthew Collin viu a B92, assim viam a então Iugoslávia. Mas lá, jovens pegavam a música para tentar tirar o cinza da capital Belgrado. E com ela, combater a carnificina. A B92 foi seminal e sua história inicial ganhou um belo registro. Resta saber, agora, como será contada sua nova fase de poderosa emissora da Sérvia.
| Manoel Messias Pereira
| 19/12/2006 - 00:27:34
| | http://www.pop.com.br | |
| Tomara que os radios possam ser sempre a resistencia, e para isto precisam respirar. O que vejo é a morte do radio lentamente obvio.E isto é melancolico.
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| michelle peluchera barbosa
| 28/12/2006 - 05:52:14
| | http://www.pauelata.org.br | |
| O rádio é um veiculo de grande potência. Creio que novas estragégias de divulgação são necessárias assim como u direcionamento maior dos objetivos de uma pragramação ou estação, caso q
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