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Scarlett got Spirit
nov12
Que o Spirit virou filme acho que todo mundo já sabe. Que foi dirigido pelo Frank Miller, acho que todo mundo já sabe também. Que Scarlett Johansson interpreta Silken Floss, a misteriosa secretária, isso também todo mundo já cansou de saber. Mas esta foto dela como personagem acho que é novidade. Gostou?
Para ver um bom livro
set30
O que você pensa sobre os filmes que se passam como documentários? Muito odeiam, nunca me esquecerei da sessão de cinema em que fui assistir A bruxa de Blair, filme que aguardava ansiosamente para assistir, afinal, acompanhei deste o início a história da fita, o site deles que vendiam a idéia como real, a repercussão positiva que teve no Festival de Sundance. Os gritos de engodo eram o mais simples que se ouviam por lá. Isto sem levar em consideração os inúmeros palavrões.
Bom, o sorriso irônico foi a única coisa que me surgiu na época. Os caras de A bruxa de Blair haviam vencido. Daniel Myrick e Eduardo Sánchez usaram a câmera digital, estilo tremido e venderam como documentários. Quem acreditou, se revoltou. O que poucos sabem é que a dupla flertou com o cabeça Manifesto Dogma 95 e revitalizaram o até então abandonado estilo “mockmentary”, mistura das palavras “mock” (falso, simulado) e “documentary” (documentário), em que as histórias de ficção ganham contornos de realidade pura. Tal estilo foi eternizado pelo italiano Ruggero Deodato e seu Canibal holocausto (Canibal holocaust, 1979). Na fita de Deodato, uma equipe de TV vai à floresta amazônica rodar um documentário sobre os índios canibais. O grupo desaparece sem deixar pistas. Algum tempo depois, os negativos do filme são encontrados e o destino trágico do grupo é revelado nas cenas misteriosamente gravadas na película. Uma história parecida se dá no filme da dupla, onde três estudantes de cinema desaparecem durante a gravação de um documentário sobre a lenda da bruxa de Blair.
Ao perseguir o estilo inconfundível do mestre Deodato, A bruxa de Blair enfim turbinaria o cinema de horror, como também o fizeram O bebê de Rosemary (Rosemary’s baby, 1968), de Roman Polansky e O exorcista (The exorcist, 1973), de William Friedkin. A repercussão da película foi enorme, principalmente depois de várias pessoas abandonarem a sala de projeção durante a exibição do filme, no Festival de Sundance. Em seguida, veio uma continuação fraquinha mas assistível. Mas é claro que outras imitações viriam a tona.
É caso específico de O mistério de St. Francisville (The St. Francisville experiment, 2000), de Tim Baldini. E digo logo, se você odiou A bruxa de Blair, também irá odiar este filme. Mas ele é bom, muito bom. Um pouco melhor produzido, consegue ser também mais agoniante, os sustos e a tensão estão mais bem divididas que no filme de Sánchez e Myrick. O enredo é aquela coisa. Um grupo de amigos resolve investigar uma casa mal-assombrada no estado da Louisiana. Estão lá uma vidente, um caçador de fantasma, um estudante de história e um cineasta. A idéia é registrar cenas sobrenaturais e “limpar” a casa.
Também vendido como uma história real, a película usa e abusa de todo o imaginário de filmes de horror com fantasmas. O cenário ajuda, a câmera tremida não incomoda tanto e dá o exato tom do terror. Me lembrou muito aqueles bons livros góticos das antigas, sem o Coca-Cola fraight de Stephen King. O mistério de St. Francisville não usa a sanguinolência como mote para atrair dezenas de adolescentes aos cinemas. Muito pelo contrário, usa a sugestão como enfoque. É tão raro ver em filmes norte-americanos atuais este estilo que ainda me faz crer numa luz no final do túnel. Mas a referência à literatura é o que mais agrada. Assisti e sai com a sensação de ter lido um livro de horror dos bacanas. Aqui no Brasil, o filme não chegou aos cinemas. É possível encontrá-lo em algumas locadoras especializadas ou para quem tem tv a cabo, o Cinemax não se cansa de exibí-lo. Se estiver perdido por aí, e quiser “assistir a um bom livro”, veja O mistério de St. Francisville.
Aqui tem um trechinho:
Choke ou No sufoco
mai28
O quê? Trailer de Choke
Baseado: No livro No sufoco, de Chuck Palahniuk, o mesmo de Fight club
Quem está: Sam Rockwell
A história: Victor Mancini sempre vai em restaurante, finge que engasga e passa a perseguir as pessoas que o socorreram para conseguir grana pra tratamento psicológico da mãe dele (Anjelica Houston). Ah, ele também é viciado em sexo.
Por quê? É do Palahniuk, ou seja, vai ser bão.
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=PrX5U-DgyIk&feature=related]
