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Photo of the day: Coachella’s orgy

abr
22

Um ensaio sensacional do Xtrapop sobre “orgias” em Coachella. Aqui tem o set completo.

Via Poplist

Sobre o Planeta Terra e outras coisinhas

nov
10

Então, feliz que foi ao Planeta Terra no sábado? Tudo bem, tem gente que insiste em dizer que o Indie Stage foi melhor que o palco principal (na Speculum até publiquei o texto do Marcelo Costa que defende isso). Mas, sinceramente, não foi isso que eu acompanhei lá. Nem vou perder tempo elogiando a organização porque isso todo mundo sabe. Não cheguei a tempo para ver o Vanguart, Mallu, Curumin e Animal Collective, portanto nada a declarar. O Foals só consegui pegar a última canção, logo também não conta. O Offspring e Bloc Party deixei de lado, obviamente para ver coisas mais interessante. E de tudo o que eu vi, em ordem decrescente de preferência:

4. Spoon
Pelo visto são a coqueluche indie, todo mundo saiu de lá adorando a banda e, óbvio, fico com a sensação de viver num planeta musical. Não que os caras sejam ruins, muito pelo contrário, são bons, mas são protocolares demais. A sensação de que tudo era uma grande armação sonora era forte demais, algo como o Gratetful Dead – e isso não é um elogio. De verdade, parecia um shuffle de iPod, com algumas faixas de estúdio (onde, em teoria, a banda mostra que sabe tocar, aquela coisa toda). Chinfrim, chinfrim.

3. Breeders
Foi quase um contrasenso botar o Breeders logo após o Spoon. O contraste era bizarro. Protocolo vs Presença. Um show destruidor que contamiou a platéia, que estava em êxtase. Eu que fui esperando só um showzinho, vi tanta vontade numa banda que é de impressionar. E é ai que mora as diferenças entre os spoons da vida e bandas realmente boas: só competência não funciona.

2. Jesus and Mary Chain
Acho que minha tremenda irritação geral com os spoons da vida em shows (e este ano vi vários) tem raiz em bandas como o JMC. Lá em 90 torceram meus ouvidos e meu entendimento tacanho musical até então com um show destruidor e difícil. Daí, 18 anos depois eles chegam novamente em SP e… fazem um show protocolar! Cheio de hits, guitarra no “ponto”, quem esperava um festival de barulhos assistiu a um show irretocável. É ai que mora a grande diferença: ser protocolar quando esperam outra coisa faz sentido, é quebrar resistência e idéias, não é “somos tão perfeitinhos assim que se chutarem um fio, não sabemos mais o que fazer”. Pena que cada vez vejo menos isso por aí.

1. Kaiser Chiefs
Era outro que esperava o protocolo “banda da nova geração”. Claro que trata-se de uma banda com uma linha – ouça Employment e todos os demais repletos de oooo, iés, nananas que fica claro que, até agora, eles se repetem. Isso não é demérito quando bem feito, caso dos Chiefs. Ricky Wilson é showman (ainda que pareça aquele primo gordinho que emagreceu), a banda foge desesperadamente do jeitão ’somos blasés porque somos bons’. Isso é um mérito e tanto pra uma banda nova. E as 15 mil pessoas gritando e pulando não me deixam mentir, ainda que poucos sejam capazes de admitir que o KC tenha feito o melhor show de um festival tão repleto de atrações.

Por fim, de pato pra ganso, é um saco ver que a MOJO continua sendo plagiada na cara dura. Pior ainda quando faz parte da parada a maior empresa brasileira. Sinistro, putaqueospá.

MOJO Specials Planeta Terra 2008

nov
2

A MOJO mandou bala num especial. São dois livros (Kaiser Chiefs e Vanguart) e nove singles. Todas as bandas que estarão no maior festival brasileiro do ano foram devidamente mojificados. Confira no especial www.mojobooks.com.br/terra

TIM SP esgotado

set
30

Deu no Terra: "Alguns shows do Tim Festival em São Paulo, que acontece entre os dias 21 e 27 de outubro, já estão esgotados. Com o início da venda dos ingressos no último dia 16, três noites do evento já não possuem mais entradas disponíveis". Aqui, completa. TIM fraquinho esse e é só sucesso, até pro Marcelo Camelo acabou… hehehe

E o Motomix, hein?

jun
29

Bandas ‘desconhecidas’ (teve até gente me perguntando quem tava tocando), muitos mendigos (um, em especial, tava conversando com o seu Coelho Gigante), cachorros, pessoas nada a ver falando pra ir embora porque tava tocando rock, vários indies posers, uma sucessão inacreditáveis de gordinhos e gordinhas, modelitos bizarros, as tais artes se referiam a interferências de aftereffect no telão, Go! Team com vocalista vestida de Flashdance e um Metric burocratinha, parecia um Cardigans com raivinha. Esse foi o Motomix 08, que acertou muito em fazer um festival de graça no parque do Ibirapuera, mas não sei se a ‘turma do marketing’ ficou satisfeita. Apesar da culpa não ser do festival, quando será que as bandas vão deixar de espetar o iPod no PA e tocar alguma coisinha diferente do que fazem nos discos?