
Não há muitas dúvidas que a Irlanda é um país cheio de nuances, onde a predominância do verde parece refletir numa produção cultural criativa e sem medo de riscos. É de lá que, ultimamente, várias bandas dos mais variados estilos tem despontando e chamado bastante a atenção.
Um dos casos mais recentes é o Dark Room Notes. Formado em Galway, em 2004, por Ronan Gaughan, Ruari Ferrie, Ruairi Cavanagh – mais tarde substituído por Arran Murphy – e Darragh Shanahan, a banda faz o que pouca gente ainda acharia possível ser feito em pleno anos 00: um synthpop da melhor qualidade.
Depois da formação e de alguns anos se preparando, em 2007 lançaram o EP “Dead star program”, chamando a atenção na cena local. Mas com We love you dark matter, de 2009, finalmente capturaram a atenção ampla, em especial na Europa continental.
As canções do álbum, em especial “Love like nicotine”, parecem prontas para tocar em clubes e agitar qualquer alma perdida no lugar. Por usarem e abusarem de sintetizadores e vocais empostados, estão sendo comparados ao Interpol e, claro, ao Joy Division. Nada poderia ser mais distante. O Dark Room Notes está muito mais para Gary Numan do que para o jeito soturno. E isso é ótimo, não se engane.
Para saber um pouco mais da banda, conversei, via e-mail, com Ruairi Ferrie. A entrevista você lê abaixo.
Speculum: Como vocês começaram?
Ruairi Ferrie: Éramos adolescentes e tínhamos uma banda de grunge, o que não durou muito. Descobrimos que os sintetizadores faziam sons muito mais interessantes do que guitarras. E que os computadores faziam um som ainda melhor. Eu e Ronan nos juntamos com Arran há cinco anos para formar a banda e Darragh está com a gente há três. O resto é história.
A entrevista completa você lê aqui.