A política e a música do Asian Dub Foundation

jul
26

Política e música se misturam sim. Esta é a mensagem do ótimo grupo Asian Dub Foundation, espécie de The Clash da era pós-música eletrônica e das décadas de 1990 e 2000. Uma banda do mundo globalizado, recheada de inúmeras sonoridades e sem medo de produzir algo completamente novo. Sempre provocador, o som desta banda é, às vezes, politicamente incorreto, mas também é sempre sonoramente demolidor.

Formada em 1993, depois da filmagem do documentário Identical Beat, o qual foi gravado na Farringdon Community Music House, em Londres, no Reino Unido, a banda mostra o quanto a música pode ser transformadora e profundamente engajada.

Os jovens que se reuniam no centro comunitário para participar de inúmeros workshops, feitos para ensinar crianças de famílias asiáticas noções elementares do uso de tecnologia na música, acabaram produzindo uma das mensagens mais interessantes da música pop atual.

Os responsáveis pelas aulas na Farringdon Community Music House eram Aniruddha Das e John Pandit. Com a sequência dos cursos, um aluno acabou se destacando dos outros. Seu nome era Deedar Zaman, um rapper bengalês. Logo, os três estavam fazendo apresentações. Era o começo da carreira do Asian Dub Foundation. Depois, outro jovem de nome Das, baixista e tocador de tabla, juntou-se à banda.

Eles então adotaram nomes artísticos. Das se tornou Dr. Das; Pandit passou a se chamar Pandit G; e Zaman se tornou Master D. Em 1994, Steve Chandra Savale, ex-guitarrista da banda Higher Intelligence Agency, se juntou ao grupo.

Inicialmente eles eram cultuados pelos clubbers e pelas associações de luta contra o racismo em Londres. Suas músicas, voltadas contra o racismo e o neofascismo europeu, ganharam logo inúmeros admiradores. Mesclar drum&bass e ragga com melodias tradicionais da Ásia, principalmente do Punjab, e colocar nas letras um pegada hip-hop chamou a atenção dos críticos britânicos de música.

Logo eles estavam lançando seus primeiros trabalhos. Em 1994, eles lançaram o EP Conscious, e, em 1995, o single “Rebel Warrior” atingiu o grande público no Reino Unido.

Em 1998, eles lançaram o excelente CD Rafi’s Revenge, e, em 2000, o também muito bom Community Music. Este último é uma jóia repleta de dub, punk, funk, reggae e dancehall. Músicas extremamente politizadas, mas que também fazem qualquer ouvinte balançar o esqueleto.

Rafi’s Revenge mostra desde a faixa “Real Great Britain” que para o Asian Dub Foundation as questões políticas são tão importantes quanto as escolhas musicais da banda.

Completo aqui

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One Response to “A política e a música do Asian Dub Foundation”

  1. Santos Badder disse:

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